Poesia e pensamentos livres

Poema à minha Mãe Não que o sangue me obrigue Aqui a deixar um lamento Nem obrigação que me ligue A tão nobre sentimento Não é laço que me move A expressar a gratidão Por quem agora não pode Agarrar a minha mão Há sempre um dia de alguém Quando a alma tem memória O sonho não esquece ninguém Que criou a nossa história Não me cuidaste por pena Não me amaste por dever Deste-me tua voz serena Quando...
Em cada dia percorro Por onde a vida levar Em cada dia eu morro para a vida regressar entro nela devagar Sem o cansaço da pressa Sou criança a sonhar que ao jardim regressa acordo e desejo o começo caminho seguro de mim se o começo tem preço abraço um novo fim Meu amor é verdadeiro Caminha com a verdade Sinto tudo por inteiro Nada quero por metade Cada dia uma aventura Nada tenho por seguro A...
Habito em destinos cujos passos não entendo. Rostos de solidão indiferentes carregam o desencanto. Sou verdade, e o mundo não me vê. Nada espero, simplesmente observo. Esperanças prostadas diante do medo. Revolta pronta a explodir ao mais pequeno incentivo. Emoções hipocritamente desatentas. Ignoram-me por todos os motivos inúteis, E eu nem tento disfarçar o quanto não me importo. Sim! Existe...
A minha mãe morreu em maio de 2017 aos 87 anos e o meu pai em Março de 2018 aos 92. Estiveram 60 anos juntos, uma vida cheia de dificuldades como ninguém imagina, mas estiveram juntos até ao fim. O meu pai morreu na minha companhia, e nos últimos tempos, a referir constantemente que não podia ficar mais tempo por "cá" porque tinha alguém à espera dele. Deixou-me um papel escrito, uma mensagem...
Perdi-te! De tão profundo que foi este meu não querer, só me encontrei no teu adeus. Esqueci-me de ti nas pequenas e grandes coisas, nessa solidão estúpida em que sou sombra do teu sonho. Fiz de errante ilusão a razão da minha invisibilidade. Não duraste! Nada dura em mim mais que o fácil com a duração do pouco. Na pele suam todos os silêncios de vozes que não me pertencem. De dia sou nulidade,...
Talvez! Talvez um dia escreva! (...) Talvez escreva para ser desimportante. Talvez escreva para ser proporção, fragmento, parte. Talvez escreva porque sou escasso. Talvez escreva porque sou do tamanho dessa insignificância. Talvez escreva porque não tenho outro espelho que me minta. Talvez escreva porque me falta tudo o que tenho e não me alcanço. Talvez escreva porque tenho fé no desassossego. Talvez...

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Hesitei! Um ou dois?Costumavam ser dois! Cheios de tudo e de nada, mas plenos de sonhos que tocavam tão alto em mim, em ti, e na vida. Ho...